Sinais

Senhor, que eu tenha os olhos sempre abertos
para te ver em cada pessoa que encontro,
que eu tenha o coração aberto
para te escutar em cada pessoa
que fala comigo,
que meu coração não julgue ninguém,
que eu não seja enganada pelas aparências,
mas que eu veja o teu Espírito
vivo e pulsante
agindo no coração de cada pessoa.

Ao invés de ver o quanto esta pessoa
tem carências, defeitos, dificuldades e limitações,
que eu veja o quanto esta pessoa
conquistou, cresceu, avançou, superou.
Eu não posso julgar nem condenar ninguém
porque não sei a história de sua vida,
as lutas de seu coração,
os obstáculos que transpôs,
as batalhas que venceu,
os desafios que superou,
com a ajuda do Espírito,
para chegar aqui
e ser a pessoa que é agora.

Cada pessoa,
cada ser humano,
é um templo do Espírito Santo.
Deus ali habita,
Deus ali age,
Deus ali vive.
Em sua aparência imperfeita,
além de suas limitações,
no fundo de seus olhos,
no altar do seu coração,
habita, vive e age
o Espírito Santo de Deus.

Que eu jamais julgue a alguém,
pois o que eu vejo e conheço
são apenas as aparências,
aquilo que a pessoa se permite
mostrar e revelar.

Mas a pessoa inteira,
todo o seu ser,
corpo, alma e espírito,
é sinal da presença de Deus no mundo.
Cada pessoa humana
é um sinal visível de Deus,
é sacramento de Deus
através do qual Deus age no mundo.

Cada pessoa,
cada ser humano,
é morada de Deus,
é templo de Deus,
é presença viva de Deus.

Que meus olhos estejam sempre abertos
para ver
Deus agir e falar
no coração e na vida
de cada pessoa
que encontro,
que escuto,
que olho,
que vejo.

E que eu a acolha
como acolheria o próprio Cristo,
que eu a receba
em minha vida
com o coração aberto,
sem barreiras,
sem soberba,
sem arrogância,
que eu a receba humildemente,
como receberia o próprio Cristo,
com reverência,
com amor,
e que em minha escuta
eu contemple o Cristo
que ali vive
e que por ela e através dela
vem até mim
e estende sua mão
para tocar meu coração.

Que na escuta
sejamos ambas tocadas pelo amor de Cristo
e vivamos a alegria
da comunhão no amor.

Que a palavra do outro,
escutada e acolhida,
realize em nós
o Reino dos Céus,
plenifique em nós
o amor de Deus,
e vivamos na relação,
no encontro,
na escuta,
na doação e na entrega,
o Deus vivo e verdadeiro,
plenitude do amor.

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