A Boa Notícia!

Luto com as palavras,
procuro uma forma de expressar o que eu vi, o que contemplei, o que compreendi e escutei
Não sei como começar,
não sei como narrar, descrever, relatar,
não sei como transmitir o que Deus revelou para mim em sua graça…
Mas sei que ele me revelou para que eu fale,
para que a Palavra seja ouvida por todos,
para que o que está escondido seja visto,
para que os olhos se abram,
os ouvidos escutem,
as mentes compreendam
e os corações se convertam para Deus.

Na minha pequenez,
na minha fraqueza,
na minha pobreza espiritual,
o Espírito vem e me socorre
e, diante de meus olhos,
desvela o sentido, ainda que encoberto,
pois não conseguiria ver em plenitude
enquanto habito na carne.

A vida na terra
é passagem fugaz,
habitação temporária,
é preparação e provação
para a morada definitiva.

Aqui somos testados,
provados em nossa capacidade de amar,
de servir,
de renunciar, de se dar, de se doar.
As tribulações, sofrimentos e enfermidades
nos ensinam, nos testam
e nos preparam
para a grande vida,
para a vida verdadeira.

Vivemos num mundo
onde a vida coexiste com a morte,
o bem coexiste com o mal,
a verdade com a mentira,
como o joio e o trigo
que crescem juntos e que não é possível separar
antes da colheita.

A dor é causada pelo mal,
mas o mal não é de Deus,
o mal não vem de Deus.

Neste mundo, o mal foi semeado
pela serpente
e se infiltra, penetra, se imiscua em toda a parte.
O mal é a mentira,
onde não está a Verdade, reina a mentira, a ilusão, o engano.
A mentira seduz pelo egoísmo,
pela vaidade, pelo amor-próprio e pelo orgulho,
a mentira é a semente do mal.

Os corações humanos que habitam na terra
são suscetíveis ao canto de sereia do inimigo,
em sua fragilidade humana
são terra que acolhe qualquer semente,
o joio e o trigo,
que ali crescem e compartilham, convivem
dentro de um mesmo coração
que oscila e vacila
entre fazer o bem que quer
e o mal que não quer.

Mas Deus tudo vê
e de todos cuida,
a ninguém desampara:
sobre a terra derramou os seus santos,
aspergiu o seu Santo Espírito,
fez escutar sua voz,
enviou os seus profetas
para ensinar o caminho,
advertir os corações,
abrir os olhos
turvados e cegos pela mentira
para a visão da luz da verdade.

E, acima de tudo,
enviou seu Filho,
nosso Salvador.

Que tomou nossas dores
e enganou o príncipe da morte,
humilhando-se, aniquilando-se,
entregando-se à maldição da cruz,
carregando consigo nossos pecados, nossas faltas,
e morrendo como o último dos mortais,
desfigurado, chagado e desprezível em sua aparência,
venceu por fim toda a morte
e destronou o inimigo.
É o Cristo agora que reina
sobre a terra e o céu
e a morte não tem mais poder sobre nós.

Cristo ressuscitou
para nos revelar que fomos salvos da morte,
para nos revelar que, em Cristo,
somos adotados como filhos
por Deus Pai,
que herdamos o reino celeste
como morada definitiva.

Na morada eterna de Deus,
o mal não existe,
apenas a vida, o bem, o amor.
A verdade reina, absoluta, gloriosa.
Esta é a morada que nos espera,
onde todos os santos e os anjos
nos aguardam com orações de louvor,
com alegria e ação de graças,
com infinito amor
que transborda como luz imperecível
de seus corações.

Chorando diante da visão de tudo isso,
eu me perguntei se não teria enlouquecido,
como é que eu poderia saber que isso tudo era verdade…

Então escutei a resposta com nitidez:
“Cristo ressuscitou!”,
essa é a “prova”.
Ele ressuscitou para nos mostrar, nos revelar
a verdade do seu Reino
e do amor infinito e todo-poderoso de Deus.
Cristo ressuscitou
para revelar a nós que a morte foi derrotada
e nós também ressuscitaremos
em seu Reino de amor.

E, chorando muito,
me lembrei das palavras do profeta
no último cântico do Servo Sofredor:
“nem se encontrou falsidade em suas palavras”…

Sim, meu coração sabe
que as palavras de Jesus são verdadeiras,
que é a Verdade que ele anuncia,
que Ele é a Verdade.

Por isso, eu creio
na vida eterna
e procuro manter a lamparina do meu coração
sempre acesa
com o óleo do serviço, da doação e da oração
para aguardar a chegada
daquele que há de vir
e nos conduzir
para a vida verdadeira,
na comunhão infinita do amor
com o Pai, pelo Filho, no Espírito.

Amém.

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