Dom do Amor Divino

Quando amamos, desejamos ser amados em troca.
É uma necessidade humana, um anseio profundo da alma,
este desejo de ser amado por quem amamos.
Assim é o amor humano, doação na expectativa da reciprocidade.
Quando nosso amor é desprezado, quando somos rejeitados em troca,
o coração fica ferido, a alma chora.
Assim é o amor humano, encarnado, amor que quer receber,
amor que é também desejo de ser amado por quem amamos.

Jesus nos chama a ir além,
Ele nos oferece a graça de vivermos o amor divino,
o amor que é feliz em amar, gratuitamente,
amor que “suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo” (1Cor 13,7).
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Amor revelado

Que Jesus tenha ressuscitado dentre os mortos,
que Ele esteja vivo para sempre,
que Ele tenha ascendido glorioso aos céus
e esteja sentado à direita de Deus Pai,
isto nós conseguimos compreender.
É isto o que esperaríamos de um Deus todo-poderoso
que reina glorioso em todo o universo.

O que não podíamos esperar,
o que é absolutamente surpreendente,
o que jamais poderíamos conceber e compreender,
e que só pela fé conseguimos contemplar
é que Deus quis ser Cordeiro imolado,
é que Deus mesmo se fez vítima ofertada em sacrifício por nós.
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Nascer do Alto

Assim como o ar invisível sustenta o voo das aves,
preenche todos os espaços
e faz arder a chama,
assim o Espírito de Deus,
no seu mistério invisível, tudo sustenta,
preenche nossa alma
e faz arder em nosso coração o fogo do Amor Divino.

Jesus Cristo é o homem perfeito.
Nele, Deus revelou a perfeição do gênero humano.
Jesus é o modelo, o caminho a seguir
para sermos perfeitos como o Pai quer que sejamos,
perfeitos assim como Ele é perfeito.

Deus nos deu o seu Espírito
para que, mergulhados nEle,
conduzidos por Ele,
fortalecidos e sustentados por Ele,
iluminados por Ele,
nos tornemos perfeitos como o Filho.

Cristo nos alimenta com a Eucaristia
para que, na comunhão do seu corpo,
purificados pelo seu sangue,
sejamos configurados a Ele, dia após dia,
pois Cristo nos faz perfeitos nEle, com Ele, por Ele.
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Fruto de Vida Eterna

O autor da vida não poderia sofrer a corrupção da morte.
Cristo vive, a morte não teve poder sobre ele,
pois Cristo é o Princípio e o Fim, fonte de toda a Vida.

No jardim do Paraíso,
o fruto da árvore da vida
alimentava nossos pais.

Aqui na terra,
foi bendito o fruto do ventre puríssimo de Maria.

Da árvore da cruz,
brota o fruto da vida eterna
que nos alimenta a cada dia,
a Santa Eucaristia.
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Esplendor da glória

Ó Luz verdadeira,
inefável Luz,
vinde dissipar a escuridão do mundo!

Ó Luz sem ocaso,
que existe desde toda a eternidade,
iluminai os corações atordoados e aflitos!

Ó Luz da vida,
mergulhai nos abismos de nossas almas,
nas entranhas mais profundas,
e libertai-nos da escravidão do pecado!

Ó Luz, esplendor da glória,
fazei-nos plenos de alegria,
exultantes pela graça que nos redime
e nos une a Vós na Vida Divina
pelos séculos sem fim!
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Kenosis

Porque Deus nos ama,
o Filho esvaziou-se de sua glória
e se fez carne no ventre puríssimo de Maria.

Porque Deus nos ama,
o Filho esvaziou-se de seu poder
e se fez servo, humilde e obediente.

Porque Deus nos ama,
o Filho esvaziou-se de seu esplendor
e assumiu nossas dores, redimindo nossos pecados.

Porque Deus nos ama,
o Filho esvaziou-se a si mesmo
e ofertou sua vida, entregando-se à morte de cruz.

Porque Deus nos ama,
o Filho esvaziou-se de sua majestade
e se faz pão e vinho, alimento de vida eterna, a cada dia.
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Celebração dos Primeiros Votos de Eremita

Eu, Elizabeth Schmitt Freire,
em vossas mãos, e sob vossa orientação,
Excelentíssimo Pai, Dom Bertilo João Morsch,
delegado de Dom Frei Jaime Spengler,
Arcebispo e Pastor da Igreja que está em Porto Alegre,
dedico minha vida
para o louvor de Deus e para a salvação da humanidade,
em uma rigorosa separação do mundo,
no silêncio da solidão,
em assídua oração e penitência.
Prometo, por um ano, observar
o projeto de vida
por vós aprovado,
dando graças ao Senhor,
pelo dom da acolhida nesta Igreja
por vós presidida.
Confio-me na graça do Espírito Santo,
pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria,
Mãe de Deus,
e dos nossos Patronos Santa Clara de Assis e São Francisco de Assis,
para corresponder fielmente à vocação eremítica
acompanhada pela oração do povo Santo de Deus.… Leia mais Celebração dos Primeiros Votos de Eremita

Do deserto ao Calvário

No deserto, Jesus sofreu a tentação de toda a humanidade,
as tentações do prazer, do ter e do poder.
Jesus nos mostrou como vencer toda tentação,
colocando Deus primeiro, acima e antes de tudo.
Antes e acima do prazer físico, buscar o prazer da alma,
antes e acima do pão material, se alimentar do Pão da Palavra.
Antes e acima dos bens materiais,
que a traça rói, a ferrugem corrói e os ladrões roubam,
almejar os bens celestes, eternos, que não passam,
a Paz, o amor e a justiça de Deus.
E desejar ser o último, para que Deus seja o primeiro em nós.
Humilhar-se para que Deus seja exaltado em nós.
Aniquilar o orgulho para que a Deus seja dada toda a glória.… Leia mais Do deserto ao Calvário

No primeiro dia da semana…

“Ele se deixa encontrar pelos que não exigem provas,
e se manifesta aos que nele confiam”. (Sb 1,2)

Na simplicidade do coração que se abre à ação de Deus,
no coração sincero que busca amar e servir,
na pureza do coração que obedece a Deus e confia,
e que deixa seu olhar se iluminar pela luz da fé,
Ele se revela, misteriosamente.
“Eu vi o Senhor!” (Jo 1,18)
Jesus ressuscitou, verdadeiramente, como disse! Aleluia, aleluia!
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O primeiro Tríduo Pascal a gente nunca esquece…

O meu primeiro Tríduo Pascal foi em 2016, em Juiz de Fora. Na Quaresma daquele ano, eu havia retornado à Igreja Católica depois de ter me afastado ainda criança, com doze anos de idade. Tudo era novo para mim, eu não sabia o que esperar, e tudo me surpreendeu e me emocionou! Nunca esquecerei a experiência que tive na Sexta-feira Santa quando cheguei na igreja. Estava tudo vazio, a igreja estava nua, tudo havia sido levado, o altar estava sem a toalha, não havia nenhum ornamento, nenhuma flor, nada. Fui então à capela lateral para rezar diante do Sacrário e ele estava vazio! A porta estava aberta e Jesus não estava mais lá! Meu coração sentiu uma angústia, uma dor terrível: ‘onde está Jesus? Para onde o levaram?’. Compreendi, então, que esta era a dor que os discípulos de Jesus sentiram quando Ele foi crucificado e morto. Aquele vazio, aquela ausência, aquela tristeza infinita.
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